Meditação #002

“O jardim interior”

Esta meditação foi inspirada em Gênesis 2, com linguagem acolhedora, simbólica e aplicável à vida cotidiana. Você pode lê-la em voz baixa ou gravá-la para escuta. Vamos lá:

Encontre uma posição confortável.
Permita que o corpo se acomode.
Feche os olhos, se desejar.

Respire lenta e profundamente.
Inspire…
Expire…

Imagine que, por um instante, não há nada a fazer. Nada a provar. Nada a consertar.
Assim como o mundo, você também tem direito ao descanso. Sinta o silêncio. Ele não é vazio. Ele é completo.

Agora, leve a atenção para o seu corpo.
Perceba que você é feito da mesma matéria
do chão que sustenta, das árvores que crescem, do pó que se transforma. Nada em você é excessivo. Nada em você é acidente.

Respire novamente.
Ao inspirar, acolha o sopro da vida.
Ao expirar, solte a rigidez, a cobrança, o peso de ter que ser mais do que já é.

Imagine um jardim interior.
Não perfeito. Mas vivo. Nesse jardim, há coisas que precisam de cuidado e coisas que precisam apenas de tempo. Você não foi colocado aqui para dominar, mas para cuidar e guardar. Pergunte a si mesmo, em silêncio:
— O que em mim pede cuidado agora?
— O que pode simplesmente descansar?
Não responda com palavras. Escute com o corpo. Perceba também que você não foi feito para estar só. Há em você o desejo de encontro, de espelhamento, de ser visto sem julgamento. Reconheça sua necessidade de vínculo sem vergonha. Ela é parte da sua humanidade. E agora, imagine-se sem máscaras. Sem defesas. Sem precisar se esconder.

Neste espaço interno, não há culpa. Não há pressa. Não há vergonha. Apenas presença.

Respire mais uma vez.
Inspire profundamente…
Expire devagar…

Leve consigo a ideia de que o Éden não é um lugar distante, mas um estado possível
quando você respeita seus limites, cuida do que lhe foi confiado e se permite existir como é.

Quando estiver pronto, mova suavemente o corpo. Abra os olhos.

Leve essa quietude para o seu dia.
Você não precisa voltar ao começo.
Você já está nele.

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